sábado, 25 de julho de 2009

Dieter Jung



Resenha sobre texto crítico da obra do artista alemão Dieter Jung apresentada para a disciplina de História Antiga, Crítica da Arte e do Design I. Além da resenha, acima algumas imagens das obra de Jung.

O texto crítico de Eberhard Roters faz uma análise visceral da obra do artista plástico Dieter Jung, chegando a quase uma idolatria, uma reverenciação, e em certo ponto, nota-se uma certa amizade, um envolvimento entre escritor e artista, como por exemplo no trecho em que ele diz: “Na nossa última conversa, Dieter Jung chamou-me a atenção para a circunstância de Francesco Petrarca (...)”. A fase que mais chama a atenção na obra de Jung é exatamente a última expressada pelo crítico, onde o artista plástico transforma um processo bidimensional, em tridimensionalidade, onde os elementos do quadro pairam sobre o ar, procuram o vazio, o vácuo. Pelo texto, consegue-se ver claramente os processos, a evolução pela qual o artista passou até chegar nesse holograma bidimensional, com destaque para a percepção que o mesmo teve ao olhar os paramentos de António del Pollajuolo e perceber a tramagem, a composição intrínseca que havia nas peças, ou seja, ele simplesmente não olhou o item com o olhar de um beato, alienado com a imagem de Zacarias saindo do Templo, mas sim enxergou através da figura, na sua raiz, na sua trama, e percebeu que o tramado oscila, dá movimento ao que é estático, faz vibrar os olhos, e principalmente, que dois sistemas se sobrepõe e se completam, um sistema estrutural que constitui a base e o sistema compositivo que se entrelaça ao anterior formando a imagem. Muito interessante imaginar que Dieter Jung e Guttemberg são conterrâneos, pois sua técnica de oscilação dos elementos, de espiral, variação do ritmo e frequência, muito tem a ver com as atuais técnicas de impressão gráfica, as quais principiaram com Guttemberg, considerado o pai da imprensa moderna. As retículas gráficas se sobrepondo minusculamente formam as rosetas que por sua vez formam as imagens, sendo cada cor seguindo uma certa angulação, isso tudo tem muito a ver com o trabalho de Jung, até o termo moiré citado na crítica de Roters é bastante utilizado pelo ramo gráfico, porém o que diferencia o trabalho do artista de um simples impresso em papel é que o mesmo consegue tirar a imagem do chapado, causando inclusive a impressão de que as mesmas, sendo elas em forma de pena ou de um espiral de palavras, estejam pairando no ar, livremente, preenchendo o espaço tridimensional na tela e não mais apenas o comprimento e a largura.
Pesquisando algumas imagens de Jung na internet, impressiona a utililização vibrante das cores, principalmente cores do espaço RGB (Red, Green e Blue) que são a base das imagens formadas em televisores e monitores de vídeo, além dos microelementos vibrantes, oscilantes, que são como microfilamentos de uma digital. Talvez o artista queira deixar isso, deixar sua marca, não se preocupando com algum tema específico, ou em retratar a realidade, mas sim com uma experimentação de cor e forma na qual irá diferenciá-lo e como uma digital trazer uma identidade única à sua obra.



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